Palavra revoluta

A palavra é a revolta que nos resta.

A revolta do som, da rima, do ritmo, da imagem, do contorno, da semente . É a revolta da gente não temente dos sete pecados capitais, afinal menos do que veniais mas urgentes, afinal inocentes dos pecados do mundo: os reais, letais, brutais, quase sempre vencedores da criança admirada da fome que come todos os dias, escravada não sabendo de quê e muito menos porquê.

Por cá, nas europas mesquinhas e importantes, comemos taxas, deficits, presidenciais, reportagens de nada e queixas de tudo. Somos o entrudo dos 365 dias para uma plateia que rir não quer sequer.

Que a terra nos seja leve.

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